<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Prosa Contemporânea</title>
	<atom:link href="http://prosacontemporanea.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://prosacontemporanea.wordpress.com</link>
	<description>Onde livros e leitores se encontram</description>
	<lastBuildDate>Sat, 02 May 2009 16:27:02 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='prosacontemporanea.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Prosa Contemporânea</title>
		<link>http://prosacontemporanea.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://prosacontemporanea.wordpress.com/osd.xml" title="Prosa Contemporânea" />
	<atom:link rel='hub' href='http://prosacontemporanea.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Em busca do tempo perdido</title>
		<link>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/05/02/em-busca-do-tempo-perdido/</link>
		<comments>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/05/02/em-busca-do-tempo-perdido/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 02 May 2009 16:27:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alyssonoliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/05/02/em-busca-do-tempo-perdido/</guid>
		<description><![CDATA[“São tantas as minhas lembranças, e lembranças de lembranças de lembranças que já não sei em que camada da memória estava agora”. Uma frase como essa, dita pelo narrador às tantas em “Leite Derramado”, deixa claro que este é um romance de memórias, daquelas em que o protagonista busca um encontro com o passado, busca [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacontemporanea.wordpress.com&amp;blog=6345632&amp;post=21&amp;subd=prosacontemporanea&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“São tantas as minhas lembranças, e lembranças de lembranças de lembranças que já não sei em que camada da memória estava agora”. </p>
<p>Uma frase como essa, dita pelo narrador às tantas em “Leite Derramado”, deixa claro que este é um romance de memórias, daquelas em que o protagonista busca um encontro com o passado, busca se entender, compreender o seu presente pela análise (embora subjetiva) do passado. Assim, mergulhamos num caldeirão de memórias, medos, alegrias, aflições e tristezas. O que é o nosso presente, senão a soma do nosso passado.</p>
<p>Moribundo, Eulálio lembra da sua vida, seu conturbado casamento com Matilde e das coisas que o marcaram. Chico Buarque descreve esse passado num fluxo da memória, que faz associações vagas, e, por isso, às lembranças vêm quase que do nada, às vezes. As dores acabam sendo mais forte no cômputo final, por isso suas marcas são mais fáceis de serem lembradas.</p>
<p>No romance, também muitas vezes, simbólico, imagens fortes surgem para representar algo mais. No entanto, o leite como metáfora, às vezes, é usado como exaustão pelo escritor – seja para justificar o título (muitas vezes criticado) ou simplesmente porque o escrito acha bonito. </p>
<p>Chico Buarque, que vem de uma família rica e intelectualizada, fala da burguesia em “Leite Derramado”. O personagem pertence a uma família rica, mas com consciência social. “Muitos de vocês, se não todos aqui, têm ascendentes escravos, por isso afirma com orgulho que meu avô foi benfeitor da raça negra. Creio que ele visito a África em mil oitocentos e lá vai fumaça, sonhando em fundar uma nova nação para os ancestrais de vocês”, brada o narrador. Se isso é para ser levado a sério, ou se há uma carga de ironia nesse trecho não fica muito claro. Eu tendo a pensar na segunda hipótese, mas a ironia está no discurso do escritor – e não no personagem, pois este parece realmente levar a sério o que está dizendo.</p>
<p>Lançado em março passado, “Leite Derramado” se consagrou como um dos melhores livros de Chico Buarque – cuja bibliografia também conta com “Estorvo” (1991), “Benjamin” (1995) e “Budapeste” (2003). Sucesso de vendas – como os outros livros do autor -, para mim, ele se mantém no mesmo patamar do anterior. Não o vejo como uma grande obra de literatura – “Galiléia”, de Ronaldo Correia Brito, que li recentemente é muito mais poderoso, por exemplo – mas acredito que seja um romance regular de um escritor esforçado. </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacontemporanea.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacontemporanea.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacontemporanea.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacontemporanea.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacontemporanea.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacontemporanea.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacontemporanea.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacontemporanea.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacontemporanea.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacontemporanea.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacontemporanea.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacontemporanea.wordpress.com/21/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacontemporanea.wordpress.com/21/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacontemporanea.wordpress.com/21/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacontemporanea.wordpress.com&amp;blog=6345632&amp;post=21&amp;subd=prosacontemporanea&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/05/02/em-busca-do-tempo-perdido/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">alyssonoliveira</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Se derramando em imagens</title>
		<link>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/16/se-derramando-em-imagens/</link>
		<comments>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/16/se-derramando-em-imagens/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 19:48:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alyssonoliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Budapeste]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>
		<category><![CDATA[Leite Derramado]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://prosacontemporanea.wordpress.com/?p=18</guid>
		<description><![CDATA[Como já foi dito em alguns comentários, “Leite Derramado” é um livro construído mais em cima de imagens fortes do que na força das palavras – ao contrário de “Budapeste”. Como disse Myrian, “Budapeste” é um romance com um ‘certo artificialismo formal, muito preso à palavra e às construções da linguagem – se bem que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacontemporanea.wordpress.com&amp;blog=6345632&amp;post=18&amp;subd=prosacontemporanea&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Como já foi dito em alguns <a href="http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/07/pand%c3%a6monium/" target="_blank">comentários</a>, “Leite Derramado” é um livro construído mais em cima de imagens fortes do que na força das palavras – ao contrário de “Budapeste”. Como disse Myrian, “Budapeste” é um romance com um ‘certo artificialismo formal, muito preso à palavra e às construções da linguagem – se bem que este é um dos temas do livro – mas o tom ficou um tanto carregado’.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Concordo com Myrian quando ela diz também que “Leite Derramado” tem um texto mais espontâneo e rico em imagens. Não sei, no entanto, se essa suposta espontaneidade é tão espontânea assim. Para mim, aqui a prosa é tão medida e trabalhada quanto “Budapeste”, mas isso fica mais bem escondido, portanto soa menos artificial, mais natural, por isso me agrada mais. Sempre tive a sensação de que no livro anterior Chico se esforça demais para parecer literário, inteligente .Aqui, ele se esforça também – afinal isso não vem de graça – mas o esforço está menos escancarado e por isso a prosa flui melhor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Talvez sem se preocupar em labutar tanto a narrativa – embora me pareçam exageradas as idas e vindas, mas não me atrapalham – sobra espaço para a criação de imagens marcantes – mais do que fatos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">“Vi Matilde no fundo do quarto, cobrindo a cabeça com o lençol, como se eu não conhecesse a sola encardida dos seus pés praieiros.” Mais a frente, no mesmo capítulo, o narrador acrescenta que “a respiração de Matilde chamava as ondas, que lhe respondiam com seu espraiar”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mas para mim, a imagem que sintetiza todo o teor do livro talvez seja essa:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">“Se não fossem meus tremores e câimbras nas mãos, eu preencheria de meu próprio punho, com caligrafia miúda, um caderno para cada dia vivido ao lado de minha mulher. Já depois que ela se foi, meus dias seriam de imenso papel para pouca tinta, extensos e vazios de acontecimentos”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Fora tudo isso, um tema que vi sempre mencionado em comentários e resenhas de “Leite Derramado” é o fato do livro fazer uma crítica às classes altas – e alguns resenhistas e comentaristas encontram nisso ecos das origens do autor. Não sei, é um tema sobre o qual ainda tenho de elaborar. Posso dizer, de princípio, que nada disso me incomodou durante a leitura do romance, mas, é, realmente, um fato que não se pode ignorar. Alguém se aventura a e aprofundar na questão?</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacontemporanea.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacontemporanea.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacontemporanea.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacontemporanea.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacontemporanea.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacontemporanea.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacontemporanea.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacontemporanea.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacontemporanea.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacontemporanea.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacontemporanea.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacontemporanea.wordpress.com/18/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacontemporanea.wordpress.com/18/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacontemporanea.wordpress.com/18/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacontemporanea.wordpress.com&amp;blog=6345632&amp;post=18&amp;subd=prosacontemporanea&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/16/se-derramando-em-imagens/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">alyssonoliveira</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Pandæmonium</title>
		<link>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/07/pand%c3%a6monium/</link>
		<comments>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/07/pand%c3%a6monium/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 17:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alyssonoliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bentinho]]></category>
		<category><![CDATA[Capitu]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Casmurro]]></category>
		<category><![CDATA[Graciliano Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo de Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[John Milton]]></category>
		<category><![CDATA[Leite Derramado]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Pandæmonium]]></category>
		<category><![CDATA[Paraíso Perdido]]></category>
		<category><![CDATA[São Bernardo]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Honório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://prosacontemporanea.wordpress.com/?p=14</guid>
		<description><![CDATA[Sempre achei difícil confiar em narradores-personagens. Creio que temos uma tendência a nos vitimizar. Como crer em Bentinho e seu ciúmes doentio que fica evidente a cada página? Pobre Capitu! E Paulo Honório de “São Bernardo” e suas lentes distorcidas da realidade? A certa altura, me peguei com essa mesma desconfiança em “Leite Derramado”.   [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacontemporanea.wordpress.com&amp;blog=6345632&amp;post=14&amp;subd=prosacontemporanea&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sempre achei difícil confiar em narradores-personagens. Creio que temos uma tendência a nos vitimizar. Como crer em Bentinho e seu ciúmes doentio que fica evidente a cada página? Pobre Capitu! E Paulo Honório de “São Bernardo” e suas lentes distorcidas da realidade? A certa altura, me peguei com essa mesma desconfiança em “Leite Derramado”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Acredito que não seja gratuita. Penso, aliás, que é grande vantagem para o leitor, para o escritor e para o livro que surja esse tipo de questionamento. Posso, devo confiar em Eulálio, um senhor centenário que narra suas memórias a enfermeiras de uma clínica? O bom senso diz que não. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">“A memória é um pandemônio, mas está tudo lá dentro, depois de fuçar um pouco o dono é capaz de encontrar toda as coisas”, alega o protagonista. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">É até possível que ele se lembra de tudo o que conta com exatidão – bem, nem sempre, na verdade –, mas o filtro da percepção dele é o que compromete a neutralidade da narrativa. Assim como Bentinho ou Paulo Honório, Eulálio parece ter uma agenda, e nós, leitores, somos os ouvintes. Para que o narrador prossiga contando a sua história, cabe a gente fingir que acredita nele, pois eu sempre tenho a impressão de que se duvidarmos de sua isenção ele vai emburrar e parar de falar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">É muita coisa que vem num fluxo nem sempre consciente. Às vezes, a gente o pega repetindo histórias, e nem sempre da mesma forma, o que coloca em xeque a exatidão de suas lembranças.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">“Ao passo que o tempo futuro se estreita, a pessoas mais novas têm de se amontoar de qualquer jeito num canto da minha cabeça. Já para o passado tenho um salão cada vez mais espaçoso, onde cabem com folga meus pais, avós, primos distantes e colegas de faculdade que eu já tinha esquecido, com seus respectivos salões cheios de parentes e contraparentes e penetras com suas amantes, mais as reminiscências dessa gente toda até o tempo de Napoleão”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A memória parece ser, afinal, para esse nosso narrador, um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pand%C3%A6monium_(Paradise_Lost)" target="_blank">Pandæmonium</a>, um lugar onde todos os demônios se encontram, ou, conforme Milton, ‘a capital do inferno’. Em meio a esse mar de lembranças, Eulálio constrói sua narrativa, indo e vindo no tempo, no afastando e nos aproximando dele. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Para mim, a narrativa parece ser uma expiação de suas culpas, de suas dores</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">“Minhas dores eram crônicas, eu já previa onde e quando iam doer. Mas aqui sinto dores que não são minhas.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Até o final do livro, creio, ele irá exterminar esses pequenos demônio que o assombram, ou se entregar a eles definitivamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacontemporanea.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacontemporanea.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacontemporanea.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacontemporanea.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacontemporanea.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacontemporanea.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacontemporanea.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacontemporanea.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacontemporanea.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacontemporanea.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacontemporanea.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacontemporanea.wordpress.com/14/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacontemporanea.wordpress.com/14/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacontemporanea.wordpress.com/14/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacontemporanea.wordpress.com&amp;blog=6345632&amp;post=14&amp;subd=prosacontemporanea&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/07/pand%c3%a6monium/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">alyssonoliveira</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Um nome de família</title>
		<link>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/02/toda-saga-tem-um-comeco/</link>
		<comments>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/02/toda-saga-tem-um-comeco/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 18:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alyssonoliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>
		<category><![CDATA[Leite Derramado]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo de Leitura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/02/toda-saga-tem-um-comeco/</guid>
		<description><![CDATA[Uma parcela da crítica e muitos acadêmicos pregam que a ‘leitura atentiva’, aka ‘close reading’, podem nos dizer muito mais do que apenas as palavras que compõem uma frase.   O primeiro capítulo de “Leite Derramado”, narrado em primeira pessoa, começa com uma frase que já diz muito sobre a história que deve se abrir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacontemporanea.wordpress.com&amp;blog=6345632&amp;post=11&amp;subd=prosacontemporanea&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Uma parcela da crítica e muitos acadêmicos pregam que a ‘leitura atentiva’, aka ‘close reading’, podem nos dizer muito mais do que apenas as palavras que compõem uma frase. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O <a href="http://www.leitederramado.com.br/wordpress/wp-content/uploads/leite_derramado.pdf" target="_blank">primeiro capítulo</a> de “Leite Derramado”, narrado em primeira pessoa, começa com uma frase que já diz muito sobre a história que deve se abrir nas próximas páginas – ou não. Depende daquilo que o autor pretende desenvolver com seu livro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O novo romance de Chico Buarque começa com uma frase simples, sem malabarismos ou pirotecnias literárias:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">“Quando eu sair daqui, vamos nos casar na fazenda da minha feliz infância, lá na raiz da serra.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Algumas informações podem ser extraídas disso. O narrador está em algum lugar que não é mais a ‘fazenda da minha feliz infância’ – que é muito importante para ele, afinal, escolhe este como o cenário para o seu casamento. Essa fazenda pode ter pertencido ou ainda pertencer ao personagem. Ou ele pode ter sido apenas um empregado do lugar. Mas que é um lugar importante para a memória afetiva do narrador, isso está claro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A segunda frase, porém, traz algumas informações mais importantes definindo ainda mais o perfil do narrador (até agora sem nome):</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">“Você vai usar o vestido e o véu da minha mãe, e não falo assim por estar sentimental, não é por causa da morfina.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Temos agora algo mais concreto. Esse narrador está doente – aliás, gravemente doente, afinal, está sendo tratado com morfina. Mas ainda algumas dúvidas da primeira frase não foram confirmadas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">‘[O] vestido e o véu da [...] mãe’, num primeiro momento, podem indicar uma família rica. Mas isso não é certo, pois uma mulher pobre também poderia guardar seus trajes de casamento para o filho. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Acredito que a informação crucial está na terceira frase do livro:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">“Você vai dispor dos rendados, dos cristais, da baixela, das joias e do nome da minha família”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Agora sabemos de que se trata de um homem muito doente – talvez até moribundo – e muito provavelmente rico, que quer se casar. O fato de mencionar a ‘fazenda da [...] feliz infância’ adiciona uma camada de nostalgia. Poderia ser um moribundo tentando juntar as pontas de sua vida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A escolha das palavras é fundamental para a definição de um personagem, especialmente em se tratando de uma narrativa em primeira pessoa. O narrador-até-agora-sem-nome lista as coisas que sua futura mulher vai dispor – deixando para o final o nome da família. Isso seria algum indício de algum problema dele com essa herança?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Essas e outras perguntas poderão, ou não, ser respondidas ao longo de “Leite Derramado”, enquanto muitas outras, certamente, também serão levantadas.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacontemporanea.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacontemporanea.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacontemporanea.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacontemporanea.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacontemporanea.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacontemporanea.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacontemporanea.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacontemporanea.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacontemporanea.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacontemporanea.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacontemporanea.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacontemporanea.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacontemporanea.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacontemporanea.wordpress.com/11/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacontemporanea.wordpress.com&amp;blog=6345632&amp;post=11&amp;subd=prosacontemporanea&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/02/toda-saga-tem-um-comeco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">alyssonoliveira</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Leitura em Grupo – A Experiência</title>
		<link>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/01/leitura-em-grupo-%e2%80%93-a-experiencia/</link>
		<comments>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/01/leitura-em-grupo-%e2%80%93-a-experiencia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 16:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alyssonoliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo de Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Leite Derramado]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa Contemporânea 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[orkut]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://prosacontemporanea.wordpress.com/?p=4</guid>
		<description><![CDATA[Cansados de ler solitariamente no conforto de suas casas, alguns membros do Prosa Contemporânea 2.0 resolveram transformar a experiência em algo mais agregador, e fundar um Grupo de Leitura.   Esse blog é a forma de levar nossos pensamentos e conjecturas para além das fronteiras do Orkut, por isso, todos são bem-vindos, para ler, comentar, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacontemporanea.wordpress.com&amp;blog=6345632&amp;post=4&amp;subd=prosacontemporanea&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Cansados de ler solitariamente no conforto de suas casas, alguns membros do <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=22960188" target="_blank">Prosa Contemporânea 2.0</a> resolveram transformar a experiência em algo mais agregador, e fundar um Grupo de Leitura. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Esse blog é a forma de levar nossos pensamentos e conjecturas para além das fronteiras do Orkut, por isso, todos são bem-vindos, para ler, comentar, discordar. (Só não vale xingar a mãe, nem enfiar o dedo no olho do adversário – puxar o cabelo vale). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A cada mês escolheremos um livro novo, e novas discussões começam – sem deixar de lado as antigas, pois livros são imortais, assim como nossas idéias.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Para a estréia, o escolhido foi <a href="http://www.leitederramado.com.br/wordpress/" target="_blank">Leite Derramado</a>, quarto romance do músico e escritor, entre outras coisas, Chico Buarque.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Junte-se a nós para essa experiência.</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/prosacontemporanea.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/prosacontemporanea.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/prosacontemporanea.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/prosacontemporanea.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/prosacontemporanea.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/prosacontemporanea.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/prosacontemporanea.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/prosacontemporanea.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/prosacontemporanea.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/prosacontemporanea.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/prosacontemporanea.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/prosacontemporanea.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/prosacontemporanea.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/prosacontemporanea.wordpress.com/4/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=prosacontemporanea.wordpress.com&amp;blog=6345632&amp;post=4&amp;subd=prosacontemporanea&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://prosacontemporanea.wordpress.com/2009/04/01/leitura-em-grupo-%e2%80%93-a-experiencia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">alyssonoliveira</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
